A atriz e modelo internacional Swara Sampaio vive uma nova fase da carreira com três produções cinematográficas previstas para chegar ao público em novembro. Após participar de séries como Reis, da Record, e Beleza Fatal, da HBO Max, a sergipana integra os elencos de Deixe-me Viver, Eu Sou a Lei e Pecadora. Entre os trabalhos, estão uma personagem do universo jurídico, um filme selecionado para um festival em Los Angeles e um romance erótico no qual contracena com José Loreto.
Entre os projetos, Deixe-me Viver ocupa um lugar especial na trajetória da atriz. O longa, que reúne Humberto Martins, Mônica Carvalho e Oscar Magrini, aborda questões familiares que remetem a experiências marcantes de sua vida, especialmente os desafios enfrentados durante os problemas de saúde de seus pais.
Na produção, Swara interpreta Veronezzi, uma advogada em início de carreira que precisa encontrar segurança para defender suas convicções diante de profissionais experientes. A personagem também levou a atriz a refletir sobre os desafios de conquistar espaço e desenvolver autoconfiança.
A identificação com a história vai além das câmeras. Quando morava no México, Swara recebeu a notícia de que sua mãe havia sofrido um aneurisma e decidiu retornar ao Brasil para acompanhá-la.
“Naquele momento, não pensei duas vezes: deixei para trás tudo o que havia construído profissional e pessoalmente para voltar ao Brasil e estar ao lado dela. Foi uma decisão movida pelo amor e pela certeza de que aquele era exatamente o lugar onde eu precisava estar”, relembra.
Seu pai também enfrentou um câncer em estágio avançado e optou por não continuar o tratamento. Para Swara, respeitar a decisão, apesar da dificuldade, transformou sua compreensão sobre o amor e as escolhas individuais.
“Hoje, consigo olhar para essa vivência com mais maturidade e entender que o amor também passa pelo respeito às decisões de quem amamos, mesmo quando elas nos desafiam profundamente.”
Durante as gravações, a atriz também enfrentou o nervosismo de contracenar com nomes experientes do cinema e da televisão. Em uma das sequências no tribunal, sentiu as pernas tremerem, mas aproveitou a sensação para construir a insegurança de Veronezzi. Swara também destaca a parceria com Eduardo Silva, intérprete do advogado Alencar.
Filme com Swara Sampaio chega a festival em Los Angeles
Outro projeto da atriz é Eu Sou a Lei, dirigido por Miguel Rodrigues, que tem exibição prevista para 3 de novembro na 19ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival, nos Estados Unidos.
Segundo a organização, o longa recebeu quatro indicações: Melhor Filme de Ficção, Melhor Direção, para Miguel Rodrigues, Melhor Ator Principal, para Oscar Magrini, e Melhor Atriz Coadjuvante, para Jeniffer Setti.
Na trama, Swara interpreta uma funcionária de uma galeria de arte que acaba sendo sequestrada. A atriz viajará aos Estados Unidos para acompanhar a exibição do filme.
Antes de ampliar sua presença no audiovisual, a sergipana construiu uma carreira como modelo internacional, com trabalhos na França, em Portugal, no México e nos Estados Unidos. Na televisão brasileira, participou de Reis, da Record, e interpretou Silvinha em Beleza Fatal, da HBO Max.
Atriz contracena com José Loreto em cena íntima de “Pecadora”
Swara também integra o elenco de Pecadora, romance erótico dirigido por Dainara Toffoli e protagonizado por José Loreto e Rayssa Bratillieri. O filme tem estreia prevista para 26 de novembro.
Primeiro longa gravado pela atriz, a produção traz Swara em uma sequência íntima com Enrico, personagem de José Loreto. A cena, ambientada em um chuveiro e testemunhada por Isabel, interpretada por Rayssa Bratillieri, desencadeia conflitos ligados ao desejo e à formação religiosa da protagonista.
A gravação contou com o acompanhamento da preparadora de intimidade Ariela Goldmann. Swara destaca o cuidado da equipe e a confiança nos profissionais envolvidos.
“Aceitei o papel pela força do elenco, pela direção e, principalmente, pela confiança e pelo cuidado de toda a equipe. São aspectos que fazem diferença na construção de um trabalho e que tornam a experiência ainda mais significativa”, afirma.
O valor do tempo e das relações
Entre os diferentes personagens que interpreta, Swara encontra em Deixe-me Viver uma oportunidade de refletir sobre a importância dos vínculos familiares e das escolhas que marcam a vida.
“Acredito que Deixe-me Viver nos convida a perceber que o tempo é precioso e que nem sempre estamos presentes para vivê-lo. Muitas vezes, deixamos em segundo plano as pessoas, os afetos e os momentos que não voltam. Para mim, o filme fala sobre essa consciência e sobre a importância de estarmos presentes enquanto ainda há tempo.”

